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Dívidas: saiba como negociar as dívidas sem comprometer o orçamento

SÃO PAULO – Começo de ano é hora de encarar as contas típicas do período, como IPVA, IPTU, material escolar, matrículas, além do extrato do cartão de crédito, que neste período está repleto de compras de Natal.

Para alguns consumidores, essas contas viram um verdadeiro tormento, pois pagar todas essas dívidas pode ser difícil, principalmente quando o 13º salário pode ser apenas uma vaga lembrança na conta corrente.

Além disso, tem os consumidores que ainda acumulam as dívidas não honradas no ano passado.

De acordo com a Serasa Experian, o consumidor deve tentar em acordo com os credores. Segundo o CDC (Código de Defesa do Consumidor), o consumidor que renegociar suas dívidas tem o direito de ter seu nome retirado da lista de inadimplentes.

“Em tempos de Cadastro Positivo, o procedimento permite que este consumidor não só reabilite seu crédito como também comece a construir seu histórico positivo”, lembra o economista da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida.

Negociação

De acordo com a Serasa, o primeiro passo é listar as dívidas e identificá-las. O procedimento é importante, pois algumas companhias descentralizam o serviço de cobrança, fazendo com que o cliente receba contatos de empresas diferentes sobre uma única conta em aberto.

Em seguida o consumidor deve avaliar as propostas do acordo, levando em consideração o número de parcelas ou descontos oferecidos.

“Porém, o mais importante é saber se as novas dívidas que serão assumidas cabem no orçamento”, enfatiza o economista.

Segundo Almeida, o cliente não precisa aceitar a primeira proposta de pagamento apresentada pelo credor.

“O consumidor deve fazer suas contas e apresentar contrapropostas realistas. Essa transparência será bem recebida por quem está cobrando”, explica.

O economista aponta que geralmente o brasileiro se sente constrangido em renegociar dívidas.

“Mas é o procedimento correto. É a maneira mais viável de se reabilitar perante a economia e reingressar pela porta da frente no mercado de consumo”, afirma.

Passo a passo para a negociação de dívidas
Levante as dívidas em atraso
Separe por credor: loja, por cartão de crédito, por banco
Verifique o valor devido em cada uma
Ponha em uma planilha as contas por credor e os respectivos valores em atraso
Separe as cartas das empresas de cobrança ou da empresa credora por dívida
Atenção: muitas vezes uma, duas ou mais empresas de cobrança cobram a mesma dívida
Cruze as cartas de cobrança recebidas com o valor devido, algumas inclusive já oferecem uma proposta de negociação, com o último valor que você tem anotado em sua planilha
Monte sua proposta de negociação para cada credor, pensando no que cabe em seu orçamento
Use sinceridade com cada credor. Fale sobre os motivos que o levaram à inadimplência ou ao descontrole financeiro
Não se sinta constrangido por isso. A renegociação de dívidas é um ato que mostra que você tem interesse pagar o que deve. Muitos bancos já a disponibilizam em sites na internet
Na renegociação, chegue a um ponto comum sobre os valores atualizados da dívida com os credores ou seus representantes
Faça uma renegociação realista, um plano de pagamento que você possa pagar, porque renegociar novamente vai ficando cada vez mais difícil.
Procure renegociar suas dívidas em prazos mais curtos e evite assumir novas compras a prazo neste período. Assim, você faz um sacrifício maior em tempo menor.
Valorize e cumpra a renegociação realizada, pois ela é o único caminho para a solução de seus problemas financeiros
Com o cadastro positivo, sua reputação no crédito vale muito. Seja responsável financeiramente
Fonte: Serasa Experian

Conheça dez razões pra começar a investir desde cedo

SÃO PAULO – Você acha que ainda é muito jovem para se preocupar em investir seu dinheiro? Pois saiba que, o quanto antes começar a pensar nisso, maiores serão suas chances de garantir um futuro mais tranquilo, sem precisar dispor de valores muito altos todos os meses.

De acordo com especialistas, uma das principais vantagens de se começar a investir ainda jovem é usar a seu favor a força dos “juros sobre juros”, garantindo os rendimentos gerados pelo maior tempo possível.

Dez bons motivos

Motivos não faltam para que você comece a investir o quanto antes. Mas, se ainda tem dúvidas, confira dez boas razões.

1. Menor esforço financeiro para atingir seus objetivos - imagine que você defina como meta ter R$ 1 milhão ao se aposentar e estipule sua idade de aposentadoria em 60 anos. Se você tem 40 anos, terá apenas 20 anos para cumprir sua meta. Ou seja, terá de poupar mais dinheiro!

2. Aproveitar o poder da capitalização composta - a força dos “juros sobre juros” jamais deve ser subestimada. “Quanto mais tempo o dinheiro fica investido, mais os rendimentos gerados por ele vão sendo incorporados ao capital”, afirma o especialista da MoneyFit, André Massaro.

3. A simples possibilidade de ter mais dinheiro - quem começa cedo as suas aplicações tem o benefício adicional de simplesmente poder ter mais dinheiro no futuro. “Com isso, o investidor pode vir a desfrutar de uma situação patrimonial invejável muito antes do que outras pessoas”, aponta Massaro.

4. Possibilidade de aposentadoria precoce - se quem começa a investir aos 40 anos tem a possibilidade de se aposentar aos 60 anos, é possível começar com 20 anos e se aposentar com 40 anos? “Sim, às vezes é uma mera questão de planejamento”, diz o especialista.

5. Mais tempo para correções de rota - o mercado financeiro, a economia e nossas vidas profissionais muitas vezes “ignoram” nossos planos e seguem seus próprios rumos, não é verdade? Por isso, quanto mais tempo tivermos, melhor é a nossa capacidade de reação em relação a novas realidades e mudanças de rota.

6.

Diluir o custo do aprendizado financeiro - gerir as próprias finanças requer certa dedicação. “Muitas vezes, por desconhecimento ou inexperiência, tomamos decisões financeiras erradas e elas têm um preço”, diz Massaro.

Por isso, ele aponta que começar cedo coloca o tempo a nosso favor. “Assim, temos maior folga para aprender mais e nos recompor dos pequenos equívocos e deslizes que cometemos ao longo do caminho”, afirma.

7. Agressividade sob medida - investir em renda variável é interessante para quem quer incrementar a rentabilidade dos seus investimentos. E, tendo mais tempo, fica muito mais fácil suportar os “solavancos” do mercado de ações. “Quem tem mais tempo pode ser mais agressivo (e consequentemente, ter a chance de ganhar mais)”, aponta o especialista.

8. Menos estresse e mais qualidade de vida - aquele que começa a investir mais cedo certamente terá menos preocupações no futuro. “Mais dinheiro significa mais liberdade, mais possibilidades e mais oportunidades. Simples assim”, afirma.

9. Regularidade também é importante - só começar cedo não adianta, é preciso também ser regular. A dica é criar uma regra de guardar e investir sempre um percentual de sua renda mensal. “Faça disso um hábito para a vida”, aconselha.

10. Dinheiro “atrai” dinheiro - quanto mais cedo você começar a investir, mais dinheiro terá, e quanto mais dinheiro tiver, mais dinheiro poderá conseguir. “A matéria-prima do dinheiro é o próprio dinheiro”, conclui.

Japão tem deficit comercial pela primeira vez em 31 anos

TÓQUIO, 25 Jan 2012 (AFP) -O Japão registrou em 2011 seu primeiro deficit comercial desde 1980 devido às perturbações provocadas pelo terremoto e tsunami de 11 de março de 2011 e pelo aumento dos gastos energéticos depois do acidente na central nuclear de Fukushima.

O deficit comercial da terceira economia mundial chegou a 2,4927 trilhões de ienes (32 bilhões de dólares, 25 bilhões de euros) no conjunto do ano, segundo o Ministério das Finanças.

Sobem importações, caem exportações

As importações tiveram um aumento de 12%, provocado pelo maior gasto com petróleo (+21,3%) e com gás natural líquido (+37,5%).

Os preços dos combustíveis não foram os únicos a subir: o arquipélago também teve que importar mais gás do que nunca para compensar o colapso da geração de eletricidade nas centrais nucleares, depois do acidente de Fukushima.

Em 2011 também houve um importante aumento das importações de produtos alimentícios (+12,4% em valor).

O valor global das exportações caiu, em compensação, 2,7% em relação a 2010 devido a uma forte queda do faturamento externo dos semicondutores (-14,2%) e de automóveis (-12,1%).

As indústrias eletrônica e automotiva também sofreram graves perturbações depois do terremoto e tsunami.

Além disso, quando a situação começou a ser normalizada, as inundações da Tailândia no outono alteraram os circuitos habituais de trânsito de peças e produtos acabados.

Segundo especialistas, o fortalecimento do iene, que tocou suas máximas históricas, encareceu a produção “Made in Japan” e reduziu as remessas enviadas pelas empresas japonesas no exterior. Isso se deveu ao fato de que a divisa japonesa é considerada um valor de refúgio pelos investidores internacionais em tempos de incertezas econômicas.

No segundo semestre, o impacto da crise da dívida na Europa abalou a economia mundial e reduziu a demanda de produtos. O saldo com os países da União Europeia continuou sendo positivo, mas com uma queda de 31,3% com relação a 2010.

Na Ásia, uma região em crescimento, o deficit do Japão com a China, seu maior sócio comercial, cresceu em cinco vezes, e seus superavits com a Coreia do Sul e Taiwan foram reduzidos consideravelmente.

Recorde negativo e perspectivas para 2012

O deficit de 2011 é o maior desde 1980, quando foi registrado um deficit – recorde até hoje – de 2,6 trilhão de ienes, em um momento em que o país saia da segunda crise petroleira.

“O comércio foi mal desta vez nas duas direções”, resumiu Satoshi Osanai, economista do Instituto de Investigação Daiwa, recordando que em 2008 (no início da crise financeira mundial), as exportações caíram, mas sem alta das importações.

De acordo com especialistas, 2011 foi um ano particularmente ruim para o arquipélago, mas outros fatores negativos ainda podem perdurar.

A geração de eletricidade nuclear deve ser reativada, mas sem alcançar os níveis anteriores ao sismo, quando representava 30% da produção nacional. O iene, por sua vez, corre o risco de continuar em alta em 2012 e seguir afetando as exportações.

Em decisão histórica, BC dos EUA adota meta de inflação

O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) tomou uma decisão histórica nesta quarta-feira (25) ao adotar uma meta de inflação de 2%. É a primeira vez que o Fed comunica oficialmente ao mercado sua meta para a inflação.

Com isso, o Fed passa a ter uma política alinhada com a de outros importantes bancos centrais no mundo. No Brasil, esse sistema é adotado desde 1999.

A ação é uma vitória do presidente da instituição, Ben Bernanke.

“Comunicar essa meta de inflação claramente ao público ajuda a manter a expectativa de longo prazo de inflação firmemente ancorada, com isso promovendo a estabilidade de preços e taxas de juros de longo prazo moderadas, e melhorando a capacidade do comitê de promover o máximo de emprego face às significativas turbulências econômicas”, afirmou o Fed em seu comunicado.

Por outro lado, o Fed decidiu não estabelecer uma meta fixa de geração de emprego, alegando que o mercado de trabalho não é determinado por fatores monetários.

Fed promete juros baixo nos EUA até 2014

O Fed também decidiu estender a promessa de juros historicamente baixos até os últimos meses de 2014 – lembrando que as condições econômicas que permitem isso deverão ser as mesmas, destacou a instituição em comunicado.

Assim, o Federal Reserve decide por manter a taxa de juro entre 0% a 0,25% ao ano.

Os baixos níveis de utilização de recursos e a baixa nflação no meio termo foram os motivos destacados pela autoridade monetária norte-americana para que se continue a ter juros baixos, mantendo assim uma política monetária “altamente acomodativa”, que o comitê acredita ser consistente com o seu duplo mandato – isto é, o máximo emprego com preço estáveis.

Meta é consistente com duplo mandato do Fed

A meta de inflação é consistente com o duplo mandato do Fed, segundo Bernanke.

“Ao longo do tempo, uma taxa de inflação mais alta reduziria a capacidade do público de tomar decisões econômicas e financeiras de longo prazo precisas, ao passo que uma taxa de inflação mais baixa pode ser associada com uma elevada probabilidade de cair para deflação, o que pode levar a significativos problemas econômicos”, afirmou o presidente do Fed em entrevista coletiva depois da decisão de manter a taxa de juros em 0% a 0,25%.

Ele afirmou ainda que a meta de inflação de 2% pode contribuir para reforçar a estabilidade de preços e deixar moderadas as taxas de juros de longo prazo.

Bernanke disse ainda esperar que a economia continue crescendo em ritmo moderado nos próximos trimestres, apesar de alguma desaceleração no crescimento global, refletindo as atuais pressões no setor imobiliário e as condições de crédito ainda restritas para muitas famílias e pequenas empresas.

Projeção de crescimento do PIB

Segundo Bernanke, as projeções dos integrantes do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, para o crescimento do PIB dos EUA em 2012, vão de 2,2% a 2,7%.

“Restrições nos mercados financeiros globais continuam a colocar significativo risco de baixa para essa perspectiva”, disse.

Geração de emprego recua e Brasil cria 1,9 milhão de vagas em 2011

O Brasil registrou a criação de 1.944.560 vagas com carteira assinada em 2011. O número representa um ritmo menor na criação de emprego no país e é 23,5% menor que o registrado em 2010, quando foram geradas 2.543.177 empregos formais (segundo dado revisado).

Apesar do recuo, o resultado no ano ainda é o segundo melhor da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), menor apenas que o de 2010. A série contém informações ajustadas, ou seja, acrescidas de declarações fora do prazo, até novembro de 2011.

Os dados do Caged foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Trabalho.

Em dezembro, houve o fechamento de 408.172 vagas, ante a geração de 42.735 em novembro de 2011. Este foi o pior resultado do ano e o pior dezembro desde 2008, quando houve fechamento de 654.946 postos de trabalho.

O resultado de dezembro deste ano é parecido com o registrado em dezembro de 2010, quando houve uma redução de 407.510 postos (-1,12%). O número de admissões em dezembro foi de 1.305.051 e o de desligamentos foi de 1.713.223, nos dois casos, os maiores registrados para o mês.

Segundo a análise do ministério, o resultado é decorrente de fatores sazonais, como entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores climáticos.

METAS

O ritmo de geração de empregos começou a cair no segundo semestre, quando o governo informou que não bateria a meta prometida no início do ano, de geração de 3 milhões de vagas –muito além da expectativa de órgãos do próprio governo, como o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e de economistas.

A previsão para 2011, segundo o então ministro Carlos Lupi, foi rebaixada para até 2,4 milhões em setembro, porém o resultado ainda ficou bem abaixo da previsão do ex-ministro.

SETOR

As informações por setor de atividade econômica mostram que no setor de serviços, o resultado teve o segundo maior saldo para o período, com a criação de 925.537 postos (6,43%).

No comércio foram gerados 452.077 postos (5,61%), na construção civil 222.897 postos (8,78%), e na indústria de transformação 215.472 postos (2,69%).

Segundo o Ministério do Trabalho, a agricultura obteve o melhor resultado desde 2005, com a criação de 82.506 postos (5,54%), na área extrativa mineral foram gerados 19.510 postos (10,33%), saldo recorde para o período, administração pública foram registrados mais 17.066 postos (1,90%) e no setor de serviços industriais de utilidade pública houve a criação de 9.495 vagas (2,48%).

INDÚSTRIA

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), também registrou queda na produção e no emprego em 2011. Segundo a sondagem industrial, divulgada hoje pela CNI, o indicador de evolução da produção registrou 42,1 pontos, permanecendo abaixo da linha divisória dos 50 pontos desde setembro último e o índice do número de empregados, que assinalou 46,7 pontos no mês passado, está abaixo dos 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo e é o menor indicador desde o início da série mensal, em janeiro de 2010.

Os indicadores da Sondagem Industrial variam de zero a cem. Valores acima de 50 indicam aumento na atividade, do emprego e acúmulo de estoques indesejados.

O gerente-executivo da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, explicou que o mercado doméstico foi movido sobretudo pela procura de produtos e insumos importados, enquanto a demanda por produtos nacionais se reduziu no ano passado. Somam-se a esse fator, assinalou, a crise econômica nos países da União Europeia e o consequente estreitamento do mercado internacional, que acirraram a concorrência, interna e externamente, dos produtos da China. “O ano de 2011 foi realmente muito ruim para a indústria brasileira”, completou.

Editoria de Arte/Folhapress

População brasileira é a que tem menos retorno dos impostos que paga, mostra estudo

A população brasileira é a que vê menos retorno dos impostos que paga ao governo. É o que mostra um levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) com os 30 países que têm as maiores cargas tributárias do mundo.

Segundo o estudo, a carga tributária brasileira é de 35,13%. Isso significa que os impostos pagos pela população ao governo federal, Estados e municípios correspondem a 35,13% de toda a riqueza gerada no país (PIB).

PAÍS CARGA TRIBUTÁRIA
(2010)
IDH
(2011)
ÍNDICE DE RETORNO
1º – AUSTRÁLIA 25,90% 0,929 164,18
2º – ESTADOS UNIDOS 24,80% 0,910 163,83
3º – COREIA DO SUL 25,10% 0,897 162,38
4º – JAPÃO 26,90% 0,901 160,65
5º – IRLANDA 28,00% 0,908 159,98
6º – SUÍÇA 29,80% 0,903 157,49
7º – CANADÁ 31,00% 0,908 156,53
8º – NOVA ZELÂNDIA 31,30% 0,908 156,19
9º – GRÉCIA 30,00% 0,861 153,69
10º – ESLOVÁQUIA 28,40% 0,834 153,23
11º – ISRAEL 32,40% 0,888 153,22
12º – ESPANHA 31,70% 0,878 153,18
13º – URUGUAI 27,18% 0,783 150,30
14º – ALEMANHA 36,70% 0,905 149,72
15º – ISLÂNDIA 36,30% 0,898 149,59
16º – ARGENTINA 29,00% 0,797 149,40
17º – REP. CHECA 34,90% 0,865 148,39
18º – REINO UNIDO 36,00% 0,863 146,96
19º – ESLOVÊNIA 37,70% 0,884 146,79
20º – LUXEMBURGO 36,70% 0,867 146,49
21º – NORUEGA 42,80% 0,943 145,94
22º – ÁUSTRIA 42,00% 0,885 141,93
23º FINLÂNDIA 42,10% 0,882 141,56
24º – SUÉCIA 44,08% 0,904 141,15
25º – DINAMARCA 44,06% 0,895 140,41
26º – FRANÇA 43,15% 0,884 140,52
27º – HUNGRIA 38,25% 0,816 140,37
28º – BÉLGICA 43,80% 0,886 139,94
29º – ITÁLIA 43,00% 0,874 139,84
30º – BRASIL 35,13% 0,718 135,83
  • IDH: Índice de Desenvolvimento Humano
  • Índice de retorno: calculado com base na carga tributária e o IDH

País tem IDH baixo

Essa não é a maior carga tributária do mundo. Na Suécia, por exemplo, o índice é de 44,08%.

Mas, para verificar se os valores arrecadados estariam retornando à população por meio de serviços de qualidade, o estudo considerou também o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de cada país.

Nesse quesito, o Brasil aparece em último lugar entre os países pesquisados, com IDH 0,718. Isso fez com que ele ficasse também em último lugar na lista geral.

Austrália figura no primeiro lugar da lista

O Brasil aparece no último lugar do ranking pelo segundo ano consecutivo. O país está atrás de outros países da América do Sul.

O Uruguai, por exemplo, aparece na 13º posição do ranking, com carga tributária de 27,18% e IDH de 0,783.

A Argentina está no 16º lugar. A carga tributária no país vizinho é de 29% e o IDH, de 0,797.

Austrália, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão são os países que melhor fazem aplicação dos tributos arrecadados, segundo o levantamento do IBPT.

Alguns países da Europa também aparecem mal posicionados no ranking. É o caso, por exemplo, de França (26º lugar) e Bélgica (28º). A Itália é o segundo mais com pior colocação (29º), à frente apenas do Brasil.

Volume de cheques sem fundos em 2011 foi o maior em dois anos, diz Serasa

Em 2011, foram devolvidos, em todo o país, 1,95% dos cheques compensados, conforme revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. O percentual foi o maior desde 2009, quando houve 2,15% de devoluções.

Em dezembro, o percentual de cheques sem fundos foi de 1,99%. O valor foi menor que o os 2,19% registrados em novembro e maior que o 1,72% verificado em dezembro de 2010.

Segundo a Serasa, “a elevação da inadimplência do consumidor, o crescimento da inflação que reduziu o poder aquisitivo, o rápido aumento do endividamento e os juros altos que encareceram o crédito foram fatores determinantes que comprometeram a capacidade de pagamento do tomador de crédito, incluindo o do pré-datado”.

Segundo texto divulgado pela empresa, “a queda verificada na relação cheques sem fundos frente aos compensados em dezembro 2011 indica que além do uso de parte do 13º salário para o pagamento dessas pendências, pode haver uma melhora a caminho na relação”.

SP é o Estado com o menor percentual de cheques devolvidos

Em 2011, Roraima foi o estado com o maior percentual de cheques devolvidos (12,48%). São Paulo, por sua vez, foi o estado de menor percentual (1,45%). Entre as regiões, a Norte foi aquela com maior percentual de devolução de cheques em 2011, com 4,18%. Na outra ponta do ranking está a Sudeste, com 1,57%.

BMW negocia instalar fábrica em Santa Catarina 

A montadora alemã de veículos de luxo BMW está nos estágios finais da escolha do local de sua primeira fábrica no Brasil, com uma decisão esperada para o final de fevereiro, informou à Reuters uma fonte envolvida nas negociações nesta segunda-feira.

A empresa, que desde o ano passado vem negociando com governos estaduais no país a instalação de uma unidade produtiva, sua primeira na América Latina, está mais inclinada à escolha do norte de Santa Catarina, informou a fonte, que pediu para não ser identificada.

A revista alemã Automobilwoche publicou, em sua mais recente edição, que a montadora prefere o Estado de Santa Catarina e não São Paulo como local de instalação da fábrica.

Procurada, a BMW no Brasil informou que a companhia não tomou uma decisão oficial sobre o assunto.

A própria montadora vinha afirmando que esperava uma decisão sobre a fábrica no final de 2011, mas a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos importados anunciada em setembro pelo governo teria atrasado o processo.

No final de dezembro, o presidente da BMW no Brasil, Jorg Henning Dornbusch, disse que a montadora estava negociando com autoridades uma flexibilização do aumento do IPI para empresas com interesse em instalar fábrica no Brasil.

Quatro modelos

Outra fonte próxima do assunto ouvida pela Reuters disse que a montadora sinalizou com planos de produzir quatro modelos no país, sendo três da marca BMW e um da marca Mini.

Executivos da empresa teriam percorrido a cidade de Araquari, em Santa Catarina, com interesse por terreno de cerca de 1 milhão de metros quadrados, às margens da rodovia BR-101, conforme essa segunda fonte.

“O Mini vai ser fabricado (…) Vão ser três BMW e um Mini”, informou a fonte, que não soube precisar o valor do investimento.

Os incentivos fiscais, a proximidade com porto da região de Joinville e a disponibilidade de mão de obra qualificada teriam atraído a montadora alemã.

Se confirmada, a fábrica da BMW em Santa Catarina será a primeira de automóveis no Estado, que já possui unidades de componentes como motores de outras montadoras, como a General Motors, em Joinville.

A discussão sobre a fábrica da BMW acontece em meio a uma série de de projetos de aumento de capacidade produtiva no Brasil de marcas como Fiat, GM, Ford, Renault, Nissan, JAC e Chery.

As vendas da BMW no Brasil em 2011 somaram 12.074 unidades, salto de 42% sobre os 8.534 veículos emplacados em 2010, em meio ao crescimento da economia e aumento da renda da população.

As vendas de veículos no Brasil em 2011 subiram 3,4%, para o recorde de 3,63 milhões de unidades, com destaque para importações, que se tornaram alvo do aumento de 30 pontos percentuais do IPI sobre veículos trazidos do exterior.

Para 2012, a expectativa da associação de fabricantes, Anfavea, é de alta de 4% a 5% nas vendas de veículos novos no mercado interno.

Cuidado com as promoções de materiais de construção; confira 5 dicas para comprar

SÃO PAULO – Neste mês, o consumidor que estiver pensando em construir ou reformar um imóvel pode encontrar muitas lojas de materiais de construção com preços bem atraentes. Porém, mesmo que os descontos sejam chamativos, o consumidor deve pensar bem antes de comprar.

De acordo com a Proteste – Associação de Consumidores, é possível encontrar esquadrias, azulejos, tintas e pisos com descontos de até 80%.

Segundo a Associação, pode ser uma boa oportunidade para quem já planejou a reforma, porém, o consumidor precisa estabelecer as necessidades e objetivos da reforma, para que não compre material a mais ou a menos. Quem não está acostumado a realizar obras pode calcular a quantidade errada de material e gastar muito mais dinheiro do que o necessário.

Dicas
Como planejar é o principal passo antes de comprar qualquer material de construção, veja algumas dicas da Proteste e compre com consciência.

Veja 5 dicas para a hora de comprar materiais de construção

1. Monte uma planilha e calcule todos os custos da reforma, como mão-de-obra e material. Um arquiteto ou designer de interiores pode ajudar a fazer um projeto dentro das suas necessidades

2. Calcule bem a quantidade de pisos necessárias, pois as liquidações servem para limpar os estoques para receber novos produtos, ou seja, caso faltem pisos, talvez você não encontre mais produtos do mesmo modelo

3. Para não correr riscos, compre 10% de metro quadrado a mais de pisos e azulejos, afinal, alguns podem quebrar durante a reforma

4. Caso seja necessário parcelar a compra, fique atento aos juros

5. Mesmo em época de liquidação, pesquise e compare os preços. Além disso, peça para o vendedor colocar na nota fiscal a data em que os produtos serão entregues.

Reclamações contra bancos sobem mais de 50% em um ano, mostra BC 

O número de queixas contra os bancos subiu 50,8% em dezembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central (BC).

Em comparação com novembro de 2011, a alta foi de 26,9%. Em dezembro, foram 914 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 720 registrados no mês anterior.

Itaú reassume liderança

No mês de dezembro do ano passado, o Itaú assumiu a liderança do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas. O banco registrou índice de queixas de 0,98 a cada 100 mil pessoas. Na sequência, vieram o Santander, Banco do Brasil, Bradesco e HSBC.

Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de dezembro de 2010, novembro e dezembro de 2011, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:

Instituição Índice
Dezembro
2010
Índice
Novembro
2011
Índice
Dezembro
2011
Principal reclamação em Dezembro de 2011
Itaú 0,67 0,75 0,98 Conta – Débitos não autorizados (21,5%)
Santander 0,16 0,76 0,65 Conta – Débitos não autorizados (44,7%)
Banco do Brasil 0,58 0,68 0,65 Tarifa – Cobrança irregular de serviços não contratados (49,8%)
Bradesco 0,52 0,47 0,58 Tarifa – Cobrança irregular de serviços diferenciados (20,9%)
HSBC - 0,64 0,37 Concessão de crédito sem título adequado (16,7%)

BC tem autoridade para punir

O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.

As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.

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